Breve texto que produzi e repercutiu em grupos de contadores no WhatsApp. Atribuíram-no ao professor Alexandre Saramelli. O professor Saramelli entrou em contato comigo para certificar a minha autoria e está corrigindo a informação sobre a procedência. Achei o gesto nobre.

Leonardo Amorim

“O profissional de contabilidade acabou estigmatizado como alguém restrito ao aparato burocrático do Estado em relação ao Fisco. Em outras palavras, o contador, via de regra, é visto como um calculista de impostos. Parte dessa visão foi construída sob a conivência de entidades atreladas ao aparato estatal, em especial o CFC e o conjunto de CRCs,. Gestores de tais entidades se alinharam com o aparato estatal, pois deste aparato vem os privilégios que possuem. O meio contábil hoje está intoxicado por tais entidades e, sobretudo, por uma visão COLETIVISTA de quase todas as coisas, onde o indivíduo quase não tem credibilidade para se expressar; para se ter algum valor, é preciso estar alinhado com algum grupo, sem necessariamente estar com as ideias bem embasadas em fatos.  Para que o contador possa ter alguma chance de ser  visto como um profissional de contabilidade, amplo, dinâmico, será preciso se livrar da crença em elementos tóxicos, entre os quais, o CFC, os CRCs, a intromissão de entidades que vivem de explorar os “financiamentos públicos”, além de abandonar o coletivismo em torno do Estado que permeia a mentalidade de muitos profissionais. Em suma, o contador terá que se reinventar como profissional liberal.”

Postado no Movimento Muda CFC/CRC em 28/09/2019 19:01

Texto complementar:

“É raríssimo ver algum contador (apresentado como tal) em eventos ou programas onde se discute o Brasil,  em especial questões econômicas, jurídicas; é mais fácil encontrarmos economistas, sociólogos, cientistas políticos e até filósofos. Por quê? O contador passou (há muito tempo) a ser visto como um profissional da burocracia que apenas executa ordens. Evidentemente, Contabilidade não se resume a tal condição. É preciso refletir seriamente sobre as causas desses problemas e ter a disposição de “cortar na carne” (se for preciso) para começar a dar uma chance para que a sociedade produza contadores com uma visão mais plena, holística, do mundo e então o contador possa olhar para o  estigma de ser visto como um profissional dos impostos, como coisa do passado.”

Postado no Movimento Muda CFC/CRC em 28/09/2019 19:13

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *